Os objetivos gerais representam a ideia central do trabalho, enquanto que os objetivos específicos servem para aprofundar o objeto do trabalho e as suas particularidades.
É como se o objetivo geral fosse o destino final de uma viagem de ônibus, enquanto que os objetivos específicos fossem todas as paradas necessárias no trajeto para chegar até lá.
Objetivos gerais e específicos respondem às perguntas do estudo que você desenvolverá em seu trabalho acadêmico.
Os objetivos direcionam o caminho que a sua pesquisa irá seguir, por exemplo, “compreender as desigualdades sociais existentes na cidade de São Paulo e no Rio de Janeiro” (objetivo geral) e “analisar as desigualdades sociais de SP” (objetivo específico), “analisar as desigualdades sociais do RJ” (objetivo específico), “comparar as desigualdades sociais entre SP e RJ” (objetivo específico).
Um aspecto bastante importante dos objetivos gerais e dos objetivos específicos é a linguagem da escrita. Ou seja: quais verbos você vai usar para cada um dos objetivos.
O ideal é sempre utilizar verbos no infinitivo no início do enunciado dos objetivos. Ou seja: verbos que terminam: com ar, er ou ir. Isso porque os verbos no infinitivo facilitam a compreensão da finalidade do trabalho.
Para escolher os verbos para objetivos, pode-se usar a Taxonomia de Objetivos Educacionais de Bloom, que é uma estrutura de organização hierárquica de objetivos educacionais a partir dos níveis de complexidade: do mais simples ao mais complexo.
A taxonomia de Bloom, consistia em seis categorias principais: Conhecimento, Compreensão, Aplicação, Análise, Síntese e Avaliação. As categorias após Conhecimento foram apresentadas como “habilidades e capacidades”, com o entendimento de que o conhecimento era a pré-condição necessária para colocar essas habilidades e capacidades em prática.
A taxonomia de Bloom, consistia em seis categorias principais: Conhecimento, Compreensão, Aplicação, Análise, Síntese e Avaliação. As categorias após Conhecimento foram apresentadas como “habilidades e capacidades”, com o entendimento de que o conhecimento era a pré-condição necessária para colocar essas habilidades e capacidades em prática.
A taxonomia de Bloom é uma estrutura que estabelece objetivos educacionais. Ela é organizada como uma pirâmide de seis níveis e é baseada na ideia de que o aprendizado ocorre por meio de um passo a passo. Em que os alunos dominam cada nível antes de avançar para o próximo. Como se fosse um jogo.
Os seis níveis da taxonomia de Bloom são:
Cada categoria contém subcategorias que caem em um espectro do simples e concreto ao complexo e abstrato. No entanto, a taxonomia é geralmente lembrada em termos de seus seis pilares principais.
Conhecimento envolve reconhecer ou lembrar fatos, termos, conceitos básicos ou respostas sem necessariamente entender o que eles significam. Algumas características podem incluir:
Compreensão envolve demonstrar entendimento de fatos e ideias organizando, resumindo, traduzindo, generalizando, dando descrições e declarando as ideias principais.
A aplicação envolve usar conhecimento adquirido para resolver problemas em novas situações. Isso envolve aplicar conhecimento adquirido, fatos, técnicas e regras. Os alunos devem ser capazes de usar conhecimento prévio para resolver problemas, identificar conexões e relacionamentos e como eles se aplicam em novas situações.
Análise envolve examinar e dividir informações em partes componentes, determinar como as partes se relacionam entre si, identificar motivos ou causas, fazer inferências e encontrar evidências para dar suporte a generalizações.
A síntese envolve a construção de uma estrutura ou padrão a partir de elementos diversos; também se refere ao ato de juntar partes para formar um todo ou reunir pedaços de informação para formar um novo significado.
A avaliação envolve apresentar e defender opiniões por meio de julgamentos sobre informações, validade de ideias ou qualidade do trabalho com base em um conjunto de critérios.