PROSUB - Cursos Técnicos Subsequentes ao Ensino Médio

NTECMU - Novas Tecnologias e Multimídia

A importância de entender a evolução das tecnologias midiáticas

Histórico

  • Século XIX: Invenção do telégrafo, telefone e fotografia.

  • Século XX: Rádio, televisão e cinema analógico.

  • Características: Sinal contínuo, limitações técnicas, e a relação com a física clássica.

Fotografia como arte

Impactos sociais

  • Democratização da informação.

  • Formação de grandes redes de comunicação.

  • Cultura de massa.

Vale ressaltar que quando falamos de Cultura e relacionamos aos meios que entregam conteúdo sobre Cultura, nem sempre estamos numa relação direta e que reconhece seus valores, os nossos valores culturais. Os meios de difusão da informação e comunicação, são, em sua maioria, da rede privada; o que significa compreender que atendem aos seus próprios interesses comerciais, pois como qualquer empresa, almejam o lucro. 

A Televisão, por exemplo, tem grande parte de sua receita oriunda de anunciantes de propaganda. Para isto os programas precisam gerar audiência, logo, formar um público. E é para esse público que anunciantes estão interessados em divulgar seus produtos e/ou serviços. 

Em alguns casos os programas exibidos trazem à nossa sociedade valores culturais de outras Culturas e os introjetam ou apresentam para sua audiência. Isso irá ressoar de diversas maneiras e camadas a partir do estrato social e suas referências culturais. Algumas publicidades seguem o mesmo viés e apresentam estilos de vida, produtos para consumo de modo a formar a opinião do consumidor (audiência), logo, formar um consumidor.

Alguns exemplos de tecnologias obsolescentes

A obsolescência é quando algum equipamento tecnológico é totalmente ultrapassado tecnologicamente por outro, de modo que cai em desuso. Nossa forma de consumo dita o ritmo desse processo ou o inverso. Uma questão importante a analisarmos é a obsolescência programada, ou seja, produtos que são lançados com tecnologias datadas a serem substituídas por outras já existentes, mas ainda não popularizadas ou comercializadas. Então, quem consome um produto recém-lançado acredita que tem a tecnologia mais avançada e espera que seja duradoura, porém não tem controle sobre isso. É a indústria quem dita essa regra e não está preocupada com questões morais ou éticas. Mas esta é uma questão para analisarmos mais profundamente o Capitalismo e seus efeitos.

Fonógrafo - reprodutor de música em disco de vinil
VHS - Reprodutor audiovisual de fita VHS

Ábaco - instrumento mecânico de origem chinesa criado no século V a.C.

Uma perspectiva histórica africana, afinal a humanidade começa em África

O objeto mais antigo, provavelmente de 35.000 anos a.C, é o Osso de Lebombo. Descoberto numa caverna, nos Montes Libombos, entre a África do Sul e Essuatíni (antiga Suazilândia), o osso, ou uma fíbula de babuíno, tem 7,7 centímetros com 29 entalhes, e se assemelha com os bastões calendário utilizados antigamente e ainda hoje pelo povo San, da Namíbia. Acredita-se que o Osso de Lebombo era usado pelo povo San para calcular números e medir a passagem do tempo, e como media os ciclos lunares, acredita-se que também era usado no controle do ciclo menstrual das mulheres.

Osso de Ishango ou Bastão de Ishango, provavelmente, é de 20.000 anos a.C., no Paleolítico Superior, proveniente do vilarejo de mesmo nome, que fica na República Democrática do Congo, na divisa com Uganda.

Primeira Geração (1951-1959)

Os computadores de primeira geração funcionavam por meio de circuitos e válvulas eletrônicas. Possuíam o uso restrito, além de serem imensos e consumirem muita energia.

Primeiro computador

Segunda Geração (1959-1965)

Ainda com dimensões muito grandes, os computadores da segunda geração funcionavam por meio de transistores, os quais substituíram as válvulas que eram maiores e mais lentas. Nesse período já começam a se espalhar o uso comercial.

Evolução do primeiro computador

Terceira Geração (1965-1975)

Os computadores da terceira geração funcionavam por circuitos integrados.

Esses substituíram os transistores e já apresentavam uma dimensão menor e maior capacidade de processamento.

Observe que nesta versão todos os componentes estão acoplados fisicamente. Monitor, gabinete e teclado formam uma única peça. Posteriormente estarão separados e interligados por fios e cabos.

Computador Pessoal (PC)

Armazenamento externo

Denominados “disquete” foram os primeiros periféricos ou acessórios para armazenamento de dados que possibilitavam mobilidade com grande limitação.

Danificavam com facilidade e tinham limite de capacidade.

Essas eram as limitações de armazenamento da época. Os arquivos, além do S.O., não eram salvos na máquina.

disquetes de 8, 5,25 e 3,5 polegadas

Quarta Geração (1975-até o início do novo milênio)

Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, os computadores diminuem de tamanho, aumentam a velocidade e capacidade de processamento de dados. São incluídos os microprocessadores com gasto cada vez menor de energia.

Aqui já se pode observar como o mercado também impulsiona o desenvolvimento tecnológico e vice-versa.
Com os periféricos desacoplados a substituição das peças passa a ser algo mais comum. A variedade aumenta e consigo a pluralidade de tecnologias.

Computador Pessoal (PC) com monitor ainda de tubo de imagem

Linha do tempo computacional

Vale ressaltar que saímos de um ábaco cinco séculos antes da Era Cristã para chegarmos ao primeiro modelo funcional de computador na década de 1960. Desde então, passaram-se cinquenta anos até a popularização dos smartphones (celulares) digitais, em 2015.

Outra observação importante é o tempo cíclico, isto é, a cada dez anos a tecnologia era substituída por outra totalmente avançada. A partir de 2010 esse templo cíclico reduz para cinco anos. Esta aula foi produzida em 2024. Conseguimos imaginar o que virá em 2030? Então veja, a seguir, o quanto já avançamos tecnologicamente e que já está “acessível”.

Tecnologias do Século XXI

Alguns modelos mais antigos de dispositivos móveis…

Dentre as principais características tecnológicas observáveis são as telas coloridas e os teclados, ainda acoplados, e táteis.

Evolução dos smartphones digitais com teclado tátil

Alguns modelos mais recentes de dispositivos móveis…

Dentre as principais características tecnológicas observáveis são as telas dobráveis e a ausência dos teclados táteis, tudo agora é touch screen ou telas interativas por toque.

Evolução dos smartphones digitais com teclado tátil

Com os avanços tecnológicos é cada vez mais comum que se desenvolvam dispositivos wearable ou usável. É o caso dos smartwatches.

Ao vestirmos esses gadgets* podemos ampliar a interação entre os dispositivos computacionais e nosso corpo. Relógios que são muito mais que isso possibilitam o pleno uso de sistemas operacionais e seus Apps (aplicativos) que nos trazem uma infinidade de informações e interações além do monitoramento da saúde.

O apelo do marketing para impulsionar as vendas desses dispositivos se deu através da prática de esportes, sobretudo para atletas amadores e também entusiastas por tecnologias digitais. A partir de então tornou-se possível monitorar seu batimento cardíaco enquanto faz uma caminhada ou corrida. Enquanto isso você consegue acessar suas mensagens, manusear sua playlist de músicas e ainda atender chamadas telefônicas. Para quem assistiu, ainda nos anos 1980, impulsionado pela Guerra Fria, filmes como “007 – James Bond” que apresentavam de forma fictícia essas inovações tecnológicas, poderia dizer que enfim nos tornamos verdadeiros agentes espiões – ou seria espionados?

*Gadget ou gizmo é uma gíria tecnológica pra designar dispositivos eletrônicos portáteis criados para facilitar funções específicas no cotidiano, usando inovações tecnológicas.

Smartwatches

Se você ainda não chegou lá com os smartwatches, calma! Já tem inovação para fazer cair o queixo; são os smart rings. Anéis de alta tecnologia e com um conjunto de recursos digitais interativos e integrados aos seus outros gadgets. Já imaginou sair de casa sem carteira e conter todas as informações sobre você e seus cartões de crédito apenas no anel? Bem, isso já é possível e não é de agora. Algumas fabricantes já popularizaram seus produtos e nem bem chegamos em 2025.

Smartring

Realidade Virtual (VR)

Chegou a hora de falarmos um pouco sobre Realidade Virtual ou VR para íntimos(as).

O ano é 2024 e a Apple lança seu Apple Vision. Parece que a Internet ficou frenética com algumas imagens que foram divulgadas por “usuários comuns”. E, aproveitando a provocação da jovem estudante Monalisa, considerei pertinente incrementar o conteúdo desta aula com algum material relevante e curiosidades.

Sete anos atrás (2014) o canal  Nerdologia (YouTube) lançou o conteúdo intitulado “Realidade Virtual” que pode ser acessado na sequência deste (recomendação de vídeo até a minutagem 05’43”). 

Projeto Glass da Google ou como ficou conhecido, Google Glass. Observem que o conteúdo publicado em 2014 apresenta inovações tecnológicas que hoje, em 2024, são comuns através de nossos mais variados gadgets como smartwatches, ear buds e smartphones.

O futuro das tecnologias passará mesmo pelo conceito wearable (usável) em que vestimos dispositivos tecnológicos e passamos a fazer múltiplas coisas? E isso não nos isolaria cada vez mais do convívio social?
Confesso que ainda é, no mínimo curioso, quando sou abordado por alguém no ônibus, metrô ou até mesmo na rua e a pessoa não percebe que estou com meus ear buds no ouvido. Mesmo com o modo de som ambiente ativado, o que facilita captar os sons externos enquanto ouço música ou outros áudios, nem sempre percebo uma interação humana, como por exemplo alguém que precisa saber se o ponto para descer é o próximo e a urgência de sua dúvida não lhe permite observar que estou “isolado” em meu mundo. E nem sempre o dispositivo é responsivo ao toque para pausar o áudio, então ainda há alguns atrasos que interferem nas relações humanas e me refiro tanto a percepção do outro para comigo quanto minha para com outrem. Nem tudo pode ser resolvido com tecnologias. #ficaDica

Meta Quest 3 é gadget de realidade virtual possível para alguns mortais. O Apple Vision Pro é um gadget de virtual realidade. Trocadilhos a parte, fica uma provação: no modelo econômico e de consumo em que vivemos, basta ter tecnologias que satisfaçam suas necessidades ou é mais importante fazer com que as pessoas saibam que você tem algo que elas ou a grande maioria ainda não tem e talvez até nunca tenha?

Meta Quest 3 é gadget de realidade virtual possível para alguns mortais. O Apple Vision Pro é um gadget de virtual realidade. Trocadilhos a parte, fica uma provação: no modelo econômico e de consumo em que vivemos, basta ter tecnologias que satisfaçam suas necessidades ou é mais importante fazer com que as pessoas saibam que você tem algo que elas ou a grande maioria ainda não tem e talvez até nunca tenha?

Obviamente que se você tem seus recursos e pode consumir produtos seletos como óculos de realidade virtual (VR), não tem porquê deixar de fazê-lo devido a problemas sociais que assolam seu país ou o mundo. Mas fica a reflexão a partir do trecho dessa matéria publicada no veículo Brasil de Fato em 12 de março de 2024. Segue o fio: Um estudo do Instituto Fome Zero (IFZ) divulgado na segunda-feira (11) aponta que 13 milhões de pessoas deixaram de passar fome no Brasil em 2022 e 2023.
De acordo com ele, no primeiro trimestre de 2022, 33 milhões de pessoas no país estavam em segurança de insegurança alimentar grave. No fim do mesmo ano, esse número caiu para 28 milhões. Já em 2023, primeiro ano do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o número baixou para 20 milhões.
Ainda com IFZ, outras 20 milhões de pessoas deixaram de sofrer de insegurança alimentar moderada em dois anos. Elas eram 65 milhões no início de 2022. No final de 2023, eram 45 milhões. (link para matéria completa)

Ao final de 2024, a Meta lançou as novas versões do Meta Quest 3, o Meta Quest 3 S (128GB e 256GB), com o intuito de popularizar ainda mais seus dispositivos, mas não apenas, como o produto é você, certamente a empresa está de olho em seu comportamento no multiverso.