Vamos avançar um pouco mais no exercício da escrita científico-acadêmica. Para tanto você deverá construir em seu caderno a seguinte estrutura:
O presente trabalho tem como objetivo analisar a influência das redes sociais na rotina dos estudantes de nível médio. Com a popularização dos smartphones e o acesso contínuo à internet, as plataformas digitais tornaram-se parte inseparável do dia a dia dos jovens. A pesquisa aborda tanto os aspectos positivos, como a facilidade de comunicação e o acesso à informação, quanto os impactos negativos, destacando a procrastinação, a alteração no ciclo de sono e a ansiedade. Conclui-se que o uso das redes sociais exige equilíbrio e conscientização para que não prejudique o desempenho acadêmico e a saúde mental dos estudantes.
Palavras-chave: Redes Sociais. Estudantes. Rotina. Desempenho Escolar. Saúde Mental.
No século XXI, a internet e as tecnologias móveis transformaram radicalmente a forma como a sociedade se comunica, consome informação e se relaciona. Para os jovens, especialmente os estudantes de ensino médio, as redes sociais (como Instagram, TikTok, WhatsApp e X/Twitter) não são apenas ferramentas de entretenimento, mas sim os principais meios de socialização e construção de identidade.
Nesse contexto, surge a questão central deste trabalho: De que maneira o uso das redes sociais afeta a rotina diária e o rendimento escolar dos estudantes?
Objetivo Geral: Compreender o impacto do uso das redes sociais na rotina diária dos estudantes do ensino médio.
Objetivos Específicos:
Identificar o tempo médio e os motivos do uso das redes sociais por jovens.
Apontar os benefícios trazidos pelas plataformas digitais no contexto educacional.
Analisar os efeitos negativos, como a distração, a perda de sono e impactos na saúde mental.
Este tema é de extrema relevância, pois o uso excessivo de telas é uma realidade constante nas salas de aula e lares. Entender como essa dinâmica funciona ajuda não apenas os alunos a desenvolverem um uso mais saudável da tecnologia, mas também orienta pais e professores na criação de estratégias educacionais mais eficientes.
A Geração Z (nascidos entre a segunda metade da década de 1990 e 2010) é considerada a primeira geração de nativos digitais. Para esses jovens, não há uma separação clara entre o mundo “online” e o “offline”. As redes sociais moldam a forma como consomem notícias, estudam e interagem. Essa hiperconectividade significa que o estudante está frequentemente alternando a atenção entre os deveres escolares e as notificações do celular.
Apesar das críticas frequentes, as redes sociais oferecem ferramentas valiosas se utilizadas corretamente:
Grupos de Estudo e Colaboração: Plataformas de mensagens instantâneas permitem a criação de grupos onde os alunos compartilham resumos, tiram dúvidas e organizam trabalhos em equipe.
Acesso à Informação: Redes de vídeos e plataformas de ensino oferecem videoaulas, dicas para o Enem e vestibulares de forma gratuita e acessível.
Networking e Apoio Emocional: A internet permite que jovens encontrem pares com interesses semelhantes, criando comunidades de apoio mútuo.
Por outro lado, o design das redes sociais é feito para prender a atenção do usuário, o que gera conflitos diretos com a rotina de estudos:
Procrastinação e Gestão do Tempo: A facilidade de acessar o celular durante os estudos leva a pausas frequentes que quebram o foco, prolongando o tempo necessário para realizar tarefas simples.
Qualidade do Sono: O uso do celular antes de dormir inibe a produção de melatonina (hormônio do sono) devido à luz azul das telas. Além disso, a excitação gerada pelos conteúdos atrasa o momento de descanso, resultando em sonolência durante as aulas no dia seguinte.
Saúde Mental e a Síndrome de FOMO: A comparação constante com a vida aparentemente perfeita de outros usuários pode gerar ansiedade e baixa autoestima. O FOMO (Fear Of Missing Out, ou “medo de ficar de fora”) faz com que o estudante sinta a necessidade de checar o celular compulsivamente para não perder nenhuma atualização.
Este trabalho foi desenvolvido por meio de uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório. Foram consultados artigos, reportagens e livros que debatem o tema da tecnologia na educação, a psicologia do adolescente e os impactos das redes sociais. A análise buscou cruzar as informações teóricas com a realidade vivenciada no ambiente escolar cotidiano.
(Nota: Se você for aplicar um questionário na sua escola, você pode alterar esta seção para “Pesquisa de Campo” e adicionar gráficos sobre quantas horas seus colegas usam o celular).
A pesquisa demonstra que as redes sociais exercem uma influência profunda e ambígua na rotina dos estudantes de nível médio. Elas não podem ser classificadas simplesmente como “boas” ou “ruins”, pois funcionam como ferramentas cujo impacto depende exclusivamente da forma como são utilizadas.
Ficou evidente que, enquanto facilitam o acesso rápido à informação e a comunicação com colegas, as redes sociais frequentemente se tornam os principais vilões da produtividade. A procrastinação, a falta de foco e a privação de sono são consequências diretas do uso desregrado e impulsivo dessas plataformas.
Portanto, conclui-se que o banimento das tecnologias não é a solução, pois elas fazem parte do mundo moderno. O caminho ideal é a educação digital. Estudantes precisam desenvolver o autocontrole, estabelecendo horários para o uso de lazer e horários dedicados exclusivamente aos estudos, longe das notificações. A adoção de limites saudáveis garantirá que as redes sociais sejam aliadas do conhecimento, e não um obstáculo para o futuro acadêmico.
Nota: As referências abaixo servem como exemplo da estrutura (padrão ABNT). Para entregar o trabalho, você pode substituir por artigos ou livros reais que você utilizar durante seus estudos.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
CETIC.br. Pesquisa TIC Kids Online Brasil. Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2023. Disponível em: [site do cetic]. Acesso em: 26 maio 2026.
MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2007.